..O que pensam, falam, sonham, desejam as crianças migrantes? Como cantam, dançam, pintam, brincam, imaginam seus mundos e outros mundos possíveis? Que histórias elas contam e quem ouve suas histórias? Como nós, adultas, podemos contribuir no acolhimento e na criação de espaços de autonomia para essas crianças, garantindo que seus direitos fundamentais sejam respeitados? O livro INFÂNCIAS MIGRANTES E REFUGIADAS: ACOLHER COM ARTE E EDUCAÇÃO busca oferecer algumas respostas para essas perguntas. Resultado de pesquisas, ações artísticas e colaborações multidisciplinares realizadas por membros da Rede Infâncias Protagonistas: migração, arte e educação, a coletânea reúne 26 trabalhos realizados no Brasil, em Portugal, Colômbia e Moçambique. O livro é um convite a escutar e caminhar ao lado das infâncias que migram, não como quem conduz, mas como quem aprende. Acolher com arte e educação é reconhecer as crianças e jovens como protagonistas da travessia e da transformação. Org. por Luciana Hartmann, Gilka Girardello; Maria Catarina Chitolina Zanini e Viviane Beineke e Rocío del Pilar Bravo Shua. (2025)

Estéfany Rocha Monteiro escreve sobre a crise global de deslocamentos forçados que atinge milhões de pessoas, expondo lacunas críticas no sistema de proteção internacional a refugiados. Este livro propõe uma abordagem inovadora, defendendo a maximização dos direitos humanos como paradigma central. Combinando teorias do Direito Internacional dos Direitos Humanos e do Direito Internacional dos Refugiados, a obra questiona os padrões mínimos de proteção e apresenta um modelo de acolhimento que valoriza a dignidade, o reconhecimento e a autorrealização dos refugiados, especialmente os que fogem de conflitos armados. Destinado a estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em migrantes e direitos humanos, este estudo explora a complementaridade entre normas jurídicas e obrigações morais, destacando a urgência de um compromisso ético mais abrangente. Com argumentos claros e embasamento teórico sólido, o livro convida o leitor a refletir sobre o papel dos Estados e da comunidade internacional na construção de um sistema mais justo e inclusivo para aqueles que buscam refúgio e esperança. (2025)
O prefácio do prof. Mohammed ElHajji, orientador da autora, chama a atenção com o título “Saint-Exupéry dos pequenos refugiados”. Começa assim: “’Por favor… desenha-me um lar’ disse, sorridente, o pequeno refugiado à exploradora dos universos pequenos”. Professor titular da UFRJ, ElHajji acompanhou Fernanda Paraguassu em sua trajetória do mestrado, que deu origem a este livro Narrativas de infâncias refugiadas: a criança como protagonista da própria história. Com uma linguagem inovadora para o ambiente acadêmico, o trabalho de mestrado foi vencedor do Prêmio Compós, na categoria Melhor Dissertação, em 2021, sendo o primeiro título da coleção Renovação, selo de discentes premiados ou indicados a prêmios, publicado pela Escola de Comunicação da UFRJ. Fernanda acompanhou os primeiros passos de crianças refugiadas do processo migratório na fronteira do Brasil com a Venezuela, e desenvolveu uma atividade com um grupo interiorizado no Rio de Janeiro. O objetivo foi oferecer um momento de escuta e identificar a percepção das crianças sobre seu processo migratório. (2021)
Este livro analisa como os quatro países sul-americanos (Brasil, Colômbia, Equador e Peru) recebem crianças e adolescentes venezuelanos. Numa primeira seção, apresenta as principais características da migração venezuelana nos países citados e descreve os contextos de acolhida em relação às políticas migratórias. Na sequência, a vida na Venezuela e os motivos de saída, a experiência da viagem, a vida nas fronteiras, a vida nas cidades, e os obstáculos para usufruir dos direitos. Em todos os eixos, os pesquisadores identificaram os medos, os riscos e as vulnerabilidades. Ao final, há uma série de recomendações de políticas migratórias. É uma publicação consistente, com relatos de crianças e adolescentes de 12, 15, 17 anos, além de imagens, que se sobressai por abordar diretamente a criança e o adolescente.
Existe um cenário legal propenso à proteção nacional efetiva das crianças refugiadas no Brasil, considerando-se sua dupla vulnerabilidade? A autora parte da premissa de que faltam diretrizes específicas para esse grupo. O objetivo do trabalho da advogada Samanta Francine Pinto Alvarenga é compreender e analisar a questão da proteção das crianças refugiadas no Brasil a partir de três pontos: a vulnerabilidade e a proteção dos refugiados no Brasil; a vulnerabilidade e a proteção das crianças no Brasil; e a dupla vulnerabilidade e a proteção das crianças refugiadas no Brasil.