A cidade de Rabat, capital do Marrocos, foi oficialmente escolhida como a Capital Mundial do Livro de 2026, título concedido pela UNESCO. A nomeação integra uma iniciativa global que reconhece cidades comprometidas com a promoção da leitura, da indústria editorial e do acesso ao livro como ferramenta de transformação social.
O que é a Capital Mundial do Livro?
O título de Capital Mundial do Livro é atribuído anualmente pela UNESCO a cidades que se destacam por programas de incentivo à leitura e ao livro durante o período de um ano. Mais do que um reconhecimento simbólico, trata-se de um compromisso concreto com políticas públicas culturais, educação e democratização do acesso à informação.
Cada cidade escolhida desenvolve uma agenda de atividades ao longo do ano, incluindo feiras literárias, projetos de leitura em comunidades, incentivo à publicação local e ações em escolas e bibliotecas.
Rio de Janeiro: a Capital Mundial do Livro 2025
Antes de Rabat, o título foi ocupado pelo Rio de Janeiro em 2025. A escolha da cidade brasileira representou um marco importante para o cenário cultural da América Latina. A ideia foi reforçar o papel do Brasil na promoção da leitura e da diversidade literária.
Durante seu ano como capital, o Rio recebeu uma programação intensa de eventos literários, ações em espaços públicos e iniciativas voltadas à inclusão cultural. Um desses eventos foi a edição carioca do World Creativity Day, que teve um dia dedicado à literatura, no dia 23 de abril, no Centro Cultural Banco do Brasil. A plataforma MiRe e a Editora Voo fizeram a curadoria desse dia. Participei do painel sobre Literatura Infantil de Impacto, junto com o Sérgio Campante, autor e ilustrador da obra infantil Baleia.
Rabat 2026: cultura, história e diálogo
A escolha de Rabat como Capital Mundial do Livro 2026 destaca o papel crescente do mundo árabe e africano na cena literária global. A cidade possui uma rica tradição histórica e cultural, sendo um importante centro de produção intelectual e artística.
Espera-se que o ano de 2026 em Rabat seja marcado por projetos que conectem tradição e inovação, promovendo a leitura entre jovens, fortalecendo bibliotecas e ampliando o diálogo intercultural.
Literatura infantil e o poder das histórias
Entre as iniciativas recentes ligadas ao movimento global de valorização do livro, destaca-se o livro infantil sobre as Capitais Mundiais do Livro, escrito por Bodour Al Qasimi e traduzido pela editora Tabla, que adoro. A obra apresenta às crianças o conceito das cidades que recebem o título da UNESCO, estimulando a curiosidade e o interesse pela leitura desde cedo. Conheci o livro de Bodour quando estive na Feira Internacional do Livro de Sharjah, nos Emirados Árabes, uma das maiores do mundo. Comprei a versão em inglês. Quando voltei ao Brasil, foi uma linda surpresa saber que a Tabla viria com a tradução para o português. O livro é fofo demais! Dá uma espiada!




Esse tipo de projeto reforça a importância da literatura infantil como porta de entrada para o mundo dos livros, mostrando que o hábito de ler pode ser formado de maneira leve, criativa e acessível.
23 de abril: o Dia Mundial do Livro
O anúncio das Capitais Mundiais do Livro está intimamente ligado ao Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, celebrado em 23 de abril. A data, instituída pela UNESCO, homenageia a leitura, os livros e os autores em todo o mundo.
O dia simboliza a importância do livro como ferramenta de educação, liberdade de expressão e preservação cultural. Em muitos países, escolas, bibliotecas e instituições culturais organizam atividades especiais, como leituras públicas, feiras e encontros com autores.
Outras Capitais Mundiais do Livro
Desde a criação da iniciativa, diversas cidades já receberam o título, cada uma com sua própria abordagem para promover a leitura. Entre elas estão Madrid, Alexandria, Bogotá, Nova York, Paris e Sharjah, cada uma contribuindo de forma única para o fortalecimento da cultura do livro em escala global.
Um movimento global pela leitura
A sucessão de cidades como Rio de Janeiro em 2025 e Rabat em 2026 mostra que o livro continua sendo um elemento central na construção de sociedades mais informadas, críticas e criativas.
Mais do que uma celebração anual, a Capital Mundial do Livro é um lembrete de que a leitura transforma cidades — e que cada livro lido pode abrir caminhos para novos mundos.

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